A primeira vez é sempre um turbilhão de emoções. O frio na barriga, as horas extras trabalhadas e a correria são ainda maiores para os estreantes da CASACOR Minas. Expectativa e ansiedade são comuns para quem vai exibir seu trabalho pela primeira vez na maior mostra de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas. E para saber como é essa experiência conversamos com profissionais que estrearam na CASACOR Minas 2016. Veja abaixo o que eles contam.

Além de ter sua primeira participação na CASACOR Minas, Pollyana Nunes criou também o primeiro Coworking da mostra, espaço para receber a imprensa e espaço para visitantes terem um espaço de pausa, para fazer anotações, carregar celulares e acessar o wi-fi. “Fazer parte deste seleto grupo de profissionais foi um sonho que se realizou. Houveram muitos desafios. Logo no começo algumas paredes tiveram que ser demolidas para a construção do meu espaço”. Pollyana mora em Ponte Nova, pouco mais de 190km de distância do endereço da mostra do ano passado. “Por não morar em Belo Horizonte, encontrei algumas dificuldades, mas que eram sempre superadas com o apoio da equipe da mostra e de quem estava trabalhando na casa. Isso me ajudou a conquistar novos parceiros e fazer grandes amigos durante o período de montagem”.

Pouco tempo, muita obra, diversos fornecedores ao mesmo tempo. Alguns podem achar o ritmo estressante, mas para o designer de interiores Pedro Felix que estreou com a Sala de Leitura significa um avanço na carreira: “participar da CASACOR Minas foi bastante relevante para meu crescimento profissional. A mostra se difere dos nossos projetos de rotina, pela logística de trabalhar próximo a vários profissionais e fornecedores ao mesmo tempo e pelo curtíssimo prazo de execução. E Pedro comenta que com isso só teve a ganhar, “fizemos grandes parceiros através da mostra e a relação com os antigos se fortaleceu e tem nos ajudado a crescer. Fornecedores ficam mais confiantes, já que o projeto se torna um cartão de visita”.

Com o desafio de elaborar um espaço com qualidade arquitetônica, que se destacasse na mostra e apresentasse a identidade do escritório ao público, as criadoras da Suíte Inverno Azul, Nathalia Botelho e Paola Corteletti se prepararam bastante para estrear na CASACOR Minas. Entre os plano das arquitetas estavam: “agregar ao nosso currículo um projeto de nossa autoria exposto na mostra mais importante do nosso segmento. Havia também uma expectativa de retorno de investimento através da captação de clientes e, para isso, o primeiro passo foi definir um cliente imaginário para que pudesse nos ajudar a atingir o perfil de cliente que gostaríamos de atender”.
Do medo à satisfação, o fato é que cada um dos estreantes que passam pela CASACOR Minas levam consigo uma boa dose de experiência e histórias de sucesso. E para quem está chegando este ano ou quem pensa em futuramente participar, Nathalia Botelho da Simples Arquitetura tem uma dica: “os profissionais que participam da mostra devem ser mais assertivos, pensando no público que querem atingir, levando inovações e extrapolando sua criatividade para expor o conceito do seu trabalho. O profissional deve atuar intensivamente, estar presente e fazer do seu ambiente um lugar para fechamento de novos projetos além de fazer um plano de estratégias, antes da mostra começar, para levar possíveis futuros clientes ao seu ambiente.”
Do ponto de vista da arquiteta Pollyana Nunes, participar da mostra significa um avanço na carreira. “Não tenha medo, pule de cabeça, é uma oportunidade e um sonho que você está realizando. Ouse e aproveite o momento para aguçar todos os seus sentidos, porque quando se faz CASACOR uma vez, você avança muitos anos na carreira. Sou muito grata e pretendo estar novamente na CASACOR Minas em 2018.”
Contando o aprendizado, os desafios e as relações ali estabelecidas que Pedro Felix já comentou, o designer de interiores acrescenta: “ a CASACOR é uma vitrine em escala nacional. Nossa exposição faz com que pessoas de todo o país tenham acesso aos nossos projetos e comecem a almejá-los.”